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EUA realizam ataque em grande escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro

Publicada em: 03/01/2026 22:21 -

Clarões, bombas, um ruído terrível de explosões. Duas horas seguidas chovendo fogo do céu. São cenas que, infelizmente, estamos acostumados a ver em lugares distantes, que reavivam lembranças recentes da Ucrânia ou do Oriente Médio.

O espantoso é ver essas cenas num país que faz fronteira com o Brasil. Os ataques foram em Caracas e em diferentes pontos do norte da Venezuela. O caos das guerras longínquas chegou à América do Sul.

Na madrugada deste sábado (3), moradores registraram as primeiras explosões e o som dos helicópteros. Às 4h21 da madrugada, horário de Washington, cinco da manhã em Caracas, o presidente americano Donald Trump foi às redes sociais confirmar:

“Os Estados Unidos conduziram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, – que foi capturado com sua mulher e levado para fora do país"

É a primeira intervenção militar direta dos Estados Unidos em um país na América Latina desde a derrubada do ditador do Panamá Manuel Noriega – há exatos 36 anos.

Os bombardeios desta madrugada foram registrados em vários pontos do norte da Venezuela. No Forte Tiuna – o complexo militar no sudoeste de Caracas, onde o ditador Nicolás Maduro estava escondido. Na base aérea de La Carlota. No porto de La Guaira, também próximo à capital, e no aeroporto de Higuerote.

O governo venezuelano condenou a ofensiva e divulgou um comunicado em que afirma:

“O objetivo deste ataque não é outro a não ser se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela – em particular o petróleo e os minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação.”

Ainda no escuro, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, foi às ruas e, ao lado de agentes de segurança, pediu calma à população.

Às 6h, na horário local, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, se pronunciou na TV estatal. Ela disse que não sabia o paradeiro de Nicolás Maduro e da esposa, e exigiu do governo americano uma prova de vida imediata do casal.

Quando amanheceu, perto da base aérea de La Carlota, quem passava via as marcas da ofensiva: blindados queimados, o metal retorcido e ônibus destruídos.

Em Caracas, ruas vazias e as lojas fechadas.

Um morador disse: “Um monte de gente esperava isso, uma operação cirúrgica. O que acontece é que esses que estão do lado do governo não acreditavam que seria tão fácil.”

Apoiadores de Maduro saíram às ruas. O cartaz de uma manifestante dizia: “Devolvam nosso presidente. Nem uma gota de petróleo para os Estados Unidos”.

“Eu sinto raiva – ninguém vem de outro país levar embora um presidente só porque está com vontade”, disse uma mulher.

O Renato contou que está com um pouco de medo com o que pode acontecer. Mas afirmou: “Existe esperança de que algo melhor venha pela frente”.

Por enquanto, o horizonte é de incertezas. O governo acionou todas as forças de segurança e também milícias aliadas do regime. E a Venezuela entrou em estado de emergência.

 

G1

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